Uma coisa é certa: a mágica de um produto não é a interface! Esta não pode ser misteriosa ou complicada. Ela não pode te surpreender quando você menos espera. A interface é a parte amigável do programa, a parte intuitiva de se usar. Ela é o contato entre desenvolvedor e cliente depois que o produto foi desenvolvido.
Usuários comuns geralmente visualizam o produto como se a interface fosse o próprio, e não deveriam fazer diferente. Para o usuário comum, não é interessante conhecer a lógica interna do sistema, mas sim como obter os resultados desejados de maneira fácil e simples.

Acredito que uma interface bem planejada tem o poder de levar o usuário a abstrair o funcionamento de um programa de forma que ele possa ser usado de forma fácil e agradável.
Mas então, como construir uma interface que agrade ao usuário final?
Uma interface deve ser construída PARA o usuário, pensando em suas necessidades e capacidades. Para tal, sempre é importante saber o que o usuário precisa, seja através de reuniões entre desenvolvedor e cliente ou através do uso de estatísticas de pesquisas que indiquem as preferências dos usuários para aquele determinado produto.
Uma interface mal planejada pode significar a rejeição de um produto. O projetista ou designer de interfaces é praticamente o responsável pela tomada de decisão e pelo clique do usuário.
Pessoalmente, tive que lidar com o planejamento de uma interface de usuário em minha iniciação científica, na qual tive de desenvolver uma aplicação voltada para uso científico na área da medicina, em específico na área de visualização de imagens de tensores de difusão (DTI). Para tal, desenvolvi a interface de usuário pensando nos tipos de profissionais que usariam o programa. O desafio que encontrei foi que, se tratando de tipo de software relacionado a uma área de pesquisa relativamente recente, não existiam ferramentas consolidadas como sucesso na área, das quais eu poderia me basear para desenvolver meu programa. Assim, durante todo o processo de criação procurei manter o foco nas necessidades principais que um usuário teria ao recorrer ao uso do produto que desenvolvi. Por se tratar de um software de visualização, procurei desenvolver a interface para que o foco do usuário sempre estivesse na imagem gerada. Opções de exibição e configurações da imagem se tornam disponíveis na medida que o usuário pode necessitar delas. Além disso, dei foco principalmente em um mecanismo de preferências de usuário, onde o próprio usuário pode ajustar uma configuração preferencial para ser a configuração inicial do programa, além de permitir a organização dos componentes de interface, como exibição e disposição de botões e esquema de cores dos painéis e componentes. Por desenvolver toda a interface a partir do zero, tive a liberdade de definir as regras da interface (em analogia às regras do negócio), as quais sempre estiveram voltadas para tornar agradável a experiência de uma pessoa ao usar um tipo de programa que a principio parecia necessitar de conhecimento profundo na área.
Acredito que o aprendizado na disciplina, a qual cursei em paralelo ao desenvolvimento do programa, foi importante para me guiar nas tomadas de decisões que levaram a implementação da interface de usuário que está sendo usada atualmente no programa, assim como me permitiu entender a real importância de uma interface de um produto.
Justificando o título do post, aprendi que para a mágica ser um sucesso, não é necessário que o espectador entenda como ela foi realizada, desde que ela tenha sido bem apresentada pelo mágico.
Renan Lobo
pq não colocou a imagem da interface do programa que fez?
ResponderExcluirera de distribuídos?